No mês de junho, segundo levantamento da FENABRAVE - Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, as transferências de titularidade de veículos usados anotaram alta de 7,2% na comparação com maio e de 10,3% sobre junho de 2023. No acumulado do ano, o crescimento registrado foi também de 7,2%.
"Apesar de junho ter tido um dia útil a menos (20 em junho, contra 21 em maio), o mercado de usados seguiu o bom momento do segmento de veículos novos, já que a maioria das aquisições de 0km envolve um modelo usado ou seminovo como parte do pagamento. E isso ajuda a movimentar todo o setor e a economia. Com o RENAVE de Usados - REGISTRO NACIONAL DE VEÍCULOS EM ESTOQUE, essas transações se tornam ainda mais seguras e esperamos que todos os estados adotem esse sistema, assim como já ocorre com veículos novos”, afirma o Presidente da FENABRAVE, Andreta Jr.
Desempenho por segmento
• As transações de automóveis e comerciais leves usados aumentaram 8,9% na comparação com maio e 10,9% sobre junho de 2023. No total do semestre, a alta foi de 7,7% sobre a primeira metade do ano passado.
Os modelos usados com até 3 anos de fabricação, representaram 11,68% do total transacionado no mês. No 1º. Semestre de 2024, esses veículos responderam por 10,8% das transações.
• O mercado de caminhões usados cresceu 7,2% em junho sobre maio e 3,6% na comparação com junho de 2023. No acumulado do 1º. semestre, no entanto, ocorreu uma ligeira queda, de 1%, contra iguais meses do ano passado.
• Os implementos rodoviários usados obtiveram alta de 3% no mês, mas o comparativo com junho do ano passado aponta retração de 7,9%. O comportamento no semestre indica estabilidade na comparação com 2023.
• As transações de ônibus usados cresceram 0,9% sobre maio. O confronto com junho de 2023 revela queda de 7,8%. No acumulado do semestre, a retração foi um pouco menor: 6,2%.
• As motocicletas tiveram alta no mês (+4,6%), apesar da queda e sobre março de 2023 (-9,6%), em função do menor número de dias úteis em março de 2024. No ano, até o momento, o segmento segue positivo (+5,2%). "Estamos vivendo anos de alta demanda para motos. Toda a produção de motos novas vem sendo comercializada, o que gera o aquecimento também das usadas, que atendem a uma parcela importante da população”, afirma Andreta Jr.
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