O Retromobile, que completou 50 anos em 2026 na França, é um exemplo claro de como o setor de auto shows pode se reinventar ao unir o passado e o presente do automobilismo. Em meio ao declínio de salões tradicionais como Genebra e Frankfurt, a exposição mostra que os carros clássicos continuam atraindo milhares de visitantes e podendo servir como uma estratégia de futuro para os eventos automobilísticos.
De acordo com fontes, em 2026, o evento reuniu mais de 180 mil pessoas em apenas três dias, enquanto o Salão de São Paulo, em sua edição mais recente, alcançou mais de 500 mil visitantes. Apesar das diferenças de escala, o crescimento do Retromobile demonstra que a valorização do antigomobilismo pode ser uma saída inteligente para um setor que busca se adaptar às novas demandas.
Na feira, a venda de carros icônicos como Ferraris, Porsches, Bugattis e clássicos mais acessíveis mostrou que o conceito de colecionismo e desejo de adquirir veículos de luxo ainda é forte. Além disso, marcas tradicionais aproveitam a nostalgia para apresentar seus históricos modelos, como Renault, Peugeot e Mercedes-Benz, e reforçar a conexão com o presente, com novos lançamentos e versões especiais.
Outro destaque foi o espaço dedicado aos supercarros atuais, onde montadoras como Lamborghini, Ferrari e Pagani exibiram suas máquinas mais modernas, evidenciando a amplitude de possibilidades de um evento que celebra o passado e o presente.
Com recordes de venda em leilões milionários, o Retromobile reforça a sua importância não só como evento de nostalgia, mas também de inovação e estratégias de sobrevivência do setor. Portanto, a trajetória do salão francês revela que aplicar o conceito de história viva, combinando tradição com inovação, pode oferecer um caminho sustentável para os futuros auto shows.