O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que a arrecadação federal de fevereiro alcançou um recorde para o período e que a economia do país "está começando a decolar de novo".
"A arrecadação em fevereiro deste ano [é um] recorde histórico para fevereiros", afirmou ao lado de Bolsonaro durante reunião virtual da frente parlamentar da micro e pequena empresa. "A economia voltou em "V" e está começando a decolar de novo", disse.
As afirmações são ditas em um momento em que governadores e prefeitos aumentam as restrições das atividades devido ao avanço da Covid- 19, indicadores como a inflação chamam a atenção de analistas ao subir acima das estimativas e economistas apostam no aumento da taxa básica de juros já neste mês.
O ministro lamentou as mortes pela Covid, ao chamar a pandemia de tragédia humana, e defendeu a vacinação em massa da população.
"Evidentemente, vacina em massa de um lado para o retorno seguro ao trabalho. E, de outro lado, girar a economia. É isso que estamos olhando para a frente", disse.
Para ele, a saúde deve ser colocada em primeiro lugar. "Temos que cuidar da saúde, evidentemente. Saúde em primeiro lugar. Sem saúde, não tem trabalhador, pequena e média empresa, não tem economia, mas não podemos descuidar da economia, que é sempre a ênfase do discurso que o presidente fez", disse.
"Economia e saúde andam juntos. Seguimos desde o início essa orientação", afirmou.
Guedes disse que o PIB neste ano vai crescer pelo menos 3%, como indicam as previsões após a queda de 4,4% nem 2020. "Não entro na área da saúde, mas na economia tenho que dizer o seguinte: a economia está de novo decolando", disse.
"Neste ano, temos uma taxa praticamente garantida de 3%, 3,5%. E pode ser muito mais dependendo da nossa capacidade de, juntos, formularmos as soluções", disse.
Guedes disse que o governo vai reeditar o programa de manutenção de empregos e que está formulando novas medidas, como um seguro-emprego.
"Por que não dar R$ 500 para ter um seguro-emprego? Em vez de esperar alguém ser demitido e dar R$ 1.000, vamos evitar a demissão pagando R$ 500 antes. Em vez de uma cobertura de quatro meses, como é o seguro-desemprego, vamos fazer uma cobertura de 12 meses, pela metade do custo", disse.
Conforme mostrou a Folha, Guedes vem trabalhando em medidas como o do seguro emprego que amenizemos custos para os cofres públicos.
O ministro ressaltou a relevância do Congresso nas discussões e lembrou da aprovação recente da autonomia do Banco Central, em sua visão uma medida importante para que o aumento de preços verificado durante a pandemia não se perpetue. "É um aumento transitório", disse.
OIPCA de fevereiro, divulgado na quinta-feira passada (11), veio acima das projeções e fechou a 0,86%. A variação em 12 meses foi de 5,2% e pôs o indicador praticamente no teto da meta de 5,25% (0 centro é 3,75%, com i,5%de intervalo de tolerância, para mais ou para menos). Entre os vilões do mês, estiveram os combustíveis e a educação.