O setor de motocicletas brasileiro alcançou um marco histórico no primeiro bimestre de 2026, com a fabricação de quase 350 mil unidades, o melhor resultado em 15 anos. Segundo dados da Abraciclo, a associação que reúne as fabricantes, a produção passou de 348 mil motos, estabelecendo um recorde para o período desde 2011.
Este avanço representa uma alta de 1,7% comparado aos dois primeiros meses de 2025, demonstrando a retomada da indústria e o aumento da demanda por veículos de duas rodas no mercado nacional.
Desde o início deste ano, as exportações também tiveram crescimento expressivo, com mais de 8 mil motocicletas embarcadas nos dois primeiros meses, um aumento de 43,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, em fevereiro, o país exportou 4.748 motocicletas, crescendo 70% comparado ao mesmo mês de 2025, o que indica a consolidação do segmento no mercado internacional.
Marcos Bento, presidente da Abraciclo, salientou que o setor mantém um ritmo de produção consistente, alinhado ao planejamento das fabricantes e à forte demanda do mercado interno. Quanto às categorias, as motos de baixa cilindrada continuam predominando, com mais de 270 mil unidades, correspondendo a 77,7% da produção total. As motos de alta cilindrada, que tiveram um crescimento de 22% no primeiro bimestre, representam cerca de 2,8% do total.
No recorte por segmentos, as motos street lideram a produção com 180 mil unidades, seguidas por trail e motonetas, refletindo a diversificação e preferência do consumidor brasileiro.
O desempenho positivo de vendas acompanha a produção, com recordes históricos reportados para o primeiro bimestre e fevereiro. Foram licenciadas 350.110 unidades este ano, registrando alta de 13,7%, enquanto as vendas no varejo chegaram a 171.548 unidades, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Este momento favorável traduz-se em perspectivas otimistas para o setor de motos, que demonstra sua resiliência e potencial de crescimento contínuo, tanto no mercado interno quanto na exportação. As ações do segmento reforçam a relevância da indústria automotiva de duas rodas no cenário econômico do Brasil atualmente.