O mercado brasileiro de motocicletas vive um momento de forte expansão, impulsionado pela oportunidade de mercado e por investimentos de fabricantes no Polo Industrial de Manaus (PIM). Essa região, que se consolidou como o maior polo de produção de motos do Brasil, prepara-se para um crescimento ainda maior diante do aumento contínuo das vendas internas.
Segundo Marcos Bento, presidente da Abraciclo, a instalação de novas fábricas e investimentos de players atuais demonstram a maturidade do setor e a capacidade de atender a uma demanda crescente, tanto nacional quanto de exportação. "O polo está cada vez mais preparado para se ajustar às necessidades do mercado", afirmou Bento, em declaração feita na semana passada.
Desde a pandemia, o setor de motocicletas tem apresentado crescimento sustentado, sendo que, no ano passado, a produção brasileira atingiu quase 2 milhões de unidades, impulsionada principalmente pelo aumento das entregas por delivery e o perfil de consumo de jovens e do público feminino. Especialistas apontam que até 2026, a produção deve ultrapassar a marca de 2 milhões de unidades.
Entre os fatores que contribuem para esse avanço, destacam-se o preço acessível das motos, facilidade de deslocamento urbano e a redução de custos com combustível e estacionamento. Além disso, programas como o Move Brasil, que visa ampliar o uso de motocicletas por mototaxistas e entregadores, também tendem a fortalecer o mercado.
Apesar de ainda aguardarmos o impacto completo do Move Brasil, a expectativa da indústria é que o programa aumente significativamente o número de clientes no setor, mantendo o mercado aquecido por mais tempo. O sistema, inicialmente previsto para iniciar em julho, foi adiado para o fim do mês, em fase de testes tecnológicos.
Apesar dos desafios, a tendência é de fortalecimento e crescimento sustentado, reforçando a importância do setor automotivo na economia e na geração de empregos na região de Manaus e em todo o país.