Durante o painel "Os próximos 30 anos: Como o setor da mobilidade deve encarar a era das multitransições" no #ABX25, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou a preocupação do setor automotivo com a demora na definição das alíquotas do imposto do pecado para veículos.
Segundo ele, o prazo de um ano e três meses até a implementação da reforma tributária, prevista para 2027, é insuficiente para o setor se planejar adequadamente. Apesar de já ter uma alíquota base de 28% para impostos como CBS e IBS, ainda há incerteza sobre o valor do acréscimo do imposto seletivo, conhecido como "imposto do pecado".
Calvet ressaltou que as negociações com a Receita Federal estão em andamento, mas o momento exige agilidade para evitar impacto no mercado automotivo, que vive um momento de expansão com investimentos em eletrificação, como demonstram as perspectivas de fabricantes como Toyota, Volkswagen, Ford e novas montadoras chinesas.
Se o impasse persistir, as consequências poderão refletir na competitividade do setor e na sustentabilidade de investimentos que visam inovação e crescimento. Além disso, a falta de definição pode atrasar a adaptação às novas demandas do mercado e às mudanças tecnológicas indispensáveis para o futuro da mobilidade no Brasil.
Para o futuro, especialistas como Rafael Chang, da Toyota, e Ciro Possobom, da Volkswagen, reforçam a necessidade de maior estabilidade no cenário tributário e uma maior aposta na eletrificação dos veículos nacionais. Contudo, sem a resolução dessas questões fiscais, o setor corre o risco de ficar em desvantagem diante do cenário internacional e das crescentes mudanças no setor automotivo.