Após desabar 7% na véspera, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda novamente hoje. Por volta das 10h20, o índice caía 2,13%, a 103.461, 67 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial subia 0,60%, a R$ 4,471 na venda.
Ontem, o dólar subiu 1,16% e fechou a R$ 4,444 na venda. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.
Com dólar alto, gasto de brasileiros no exterior cai 14,85% em janeiro.
O mercado seguia preocupado com o avanço do novo coronavírus e seus impactos na economia mundial. Ontem, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso no Brasil.
A preocupação com o coronavírus tem afetado Bolsas de Valores e a cotação das moedas pelo mundo nos últimos dias. Além do Brasil, foram confirmados os primeiros casos em países como Grécia e Noruega, além de um aumento no número de infectados ao redor do globo.
Em tentativa de conter a disparada do dólar, o Banco Central deve fazer hoje um leilão extraordinário de até 20 mil contratos de swap tradicional com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, conforme anunciado ontem.
Recorde do dólar não considera inflação O recorde do dólar alcançado nos últimos dias considera o valor nominal, ou seja, sem descontar os efeitos da inflação, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Levando em conta a inflação nos EUA e no Brasil, o pico do dólar pós-Plano Real aconteceu no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 22 de outubro de 2002. O valor nominal na época foi de R$ 3,952, mas o valor atualizado ultrapassaria os R$ 7.
Fazer esta correção é importante porque, ao longo do tempo, a inflação altera o poder de compra das moedas. O que se podia comprar com US$ 1 ou R$ 1 em 2002 não é o mesmo que se pode comprar hoje com os mesmos valores.