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Falta de chips estanca crescimento, mas Fenabrave mantém projeção de 2,1 milhões

Publicado em 03/09/2021

A Fenabrave, entidade que reúne a rede franqueada de distribuição de veículos no País, divulgou na quinta-feira, 2, seu balanço mensal com base nos dados do Renavam, confirmando o fraco desempenho das vendas de automóveis e utilitários leves em agosto, com registro de 158,5 mil emplacamentos, em queda em relação a julho (-2,4%) e ainda maior na comparação com o mesmo mês de 2020 (-8,6%), conforme já antecipado.

A organização aponta que a falta de microchips vem reduzindo a produção para níveis insuficientes para atender a demanda, o que vem aumentando filas de espera por certos modelos, mas ainda sustenta sua projeção de que o mercado deverá fechar 2021 acima das 2,1 milhões de unidades vendidas.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o resultado ainda é positivo, com 1,33 milhão de veículos leves emplacados e crescimento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2020, mas esse porcentual vem caindo e a base comparativa é muito baixa, pois no ano passado, nesta mesma época, o mercado ainda se recuperava de meses de forte retração causada pela pandemia de coronavírus. Agora o setor aprendeu a lidar melhor com a Covid-19 e o avanço da vacinação vem reduzindo casos de contágio e mortes, mas não há o que fazer para evitar a falta de produtos para vender, conforme avalia o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr.

“O ritmo dos emplacamentos está sendo ditado pela capacidade de entrega das montadoras, que ainda sofrem com a escassez de componentes, especialmente de semicondutores. Parte dos veículos registrados em agosto são de vendas realizadas em julho. Este prazo de entrega se tornou mais longo por conta das dificuldades da indústria”, afirma Alarico Assumpção Jr.

Não fosse a falta de componentes e limitação da produção, o mercado poderia ganhar velocidade bem maior de crescimento, como indica a própria expansão das filas de clientes que querem comprar e aceitam esperar meses para receber veículo desejado. Não há restrições de crédito no mercado momento. A Fenabrave informa que a cada 10 cadastros enviados para obtenção de financiamentos, os bancos estão aprovando a média de 6,8. “Há boa disponibilidade de crédito e as instituições financeiras se mantêm criteriosas em suas análises”, diz Assumpção Jr.

Exatamente por causa das dificuldades de entrega, em julho a Fenabrave já havia reduzido em mais de cinco pontos porcentuais sua previsão de crescimento do mercado de veículos leves este ano, baixando de 15,8% para 10,2% o prognóstico de expansão das vendas. Mesmo após o fraco mês de agosto, a entidade ainda sustenta que 2021 deve fechar com 2,1 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos.

DESEMPENHO OPOSTO ENTRE AUTOMÓVEIS E UTILITÁRIOS

O segmento que está puxando para baixo o desempenho das vendas de veículos leves no País é o de carros, que em agosto teve resultado relativo pior que o da categoria de utilitários, onde basicamente se incluem vans, furgões e picapes de vários tamanhos.

Em agosto foram emplacados 119,8 mil automóveis, número 3% menor que o verificado em julho e 15,6% abaixo do mesmo mês de 2020. No acumulado de oito meses o volume é de pouco mais de 1 milhão de unidades emplacadas, em alta de 14,6% sobre o mesmo intervalo do ano passado.

Na mão contrária, as vendas de comerciais leves no mês passado, que totalizaram 38,7 mil unidades, ficaram praticamente estáveis em relação a julho, leve baixa de 0,3%, mas cresceram expressivos 23% sobre agosto de 2020. Em oito meses o crescimento é de vistosos 50,6%, com 280 mil veículos vendidos.

O aumento da demanda por utilitários é explicado, de um lado, pelo forte desempenho de mercado das picapes compactas Fiat Strada e Toro, ao mesmo tempo em que há aumento da procura por vans e caminhonetes para atender a expansão das entregas urbanas, turbinadas pelo forte aumento do comércio eletrônico aquecido pela pandemia, uma tendência que está se sustentando mesmo após o retorno das atividades das lojas físicas.

Falta de chips estanca crescimento, mas Fenabrave mantém projeção de 2,1 milhões

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Fonte: Automotive Business

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