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Falta de carros, onda de Covid e ICMS de SP freiam vendas em janeiro, diz Fenabrave

Publicado em 04/02/2021

Falta de componentes nas linhas de produção e de veículos para pronta entrega, agravamento da pandemia de Covid-19 com restrições à abertura de concessionárias, e carros mais caros com o aumento de ICMS no Estado de São Paulo. Essa combinação de fatores frearam as vendas de automóveis e utilitários em janeiro, segundo avaliação da Fenabrave, entidade que reúne os distribuidores franqueados dos fabricantes, que divulgou na terça-feira, 2, os números consolidados de emplacamentos registrados no Renavam no primeiro mês de 2021.

Em janeiro foram emplacados 162,5 mil veículos leves, o que representou queda de quase 12% sobre o mesmo mês de 2020 e retração de 30,2% ante dezembro passado.

 Para Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, ambas as quedas eram previsíveis. Sempre acontece uma retração sazonal das vendas em janeiro na comparação com dezembro, quando clientes estão às voltas com aumento de gastos com IPVA, matriculas escolares e compra de material, entre outras despesas. Já o recuo na comparação com janeiro do ano passado ele coloca na conta da pouca disponibilidade de alguns modelos no mercado, em função da falta de componentes para produção.

“Já vínhamos acompanhando as dificuldades que as montadoras estão enfrentando com relação ao fornecimento de componentes. Este gargalo se intensificou em janeiro, diminuindo ainda mais a oferta de produtos. Mas outros fatores relevantes impactaram nos resultados, como a segunda onda da pandemia de Covid-19 com restrições à abertura de concessionárias em algumas cidades. Também tivemos fatos negativos regionais, como o aumento do ICMS sobre veículos no Estado de São Paulo”, destacou Alarico Assumpção Jr. 

O presidente da Fenabrave lembrou ainda que São Paulo responde por mais de 23% das vendas de veículos novos e por cerca de 40% das transações de usados no País, por isso o aumento do imposto no Estado encarece os preços e tem grande impacto sobre os negócios do setor. Desde 15 de janeiro a gestão do governador João Doria elevou de 12% para 13,5% a alíquota de ICMS aplicada na venda de veículos zero-quilômetro, e aumentou em 207% a cobrança na transferência de usados, que passou de 1,8% para 5,52%. Assumpção Jr. afirma que a medida torna os negócios “quase que impraticáveis”, colocando em risco mais de 70 mil empregos em 1,7 mil das concessionárias no Estado.

 Além da majoração tributária, o dirigente também aponta a dificuldade adicional causada pelo aperto das medidas para conter o alastramento da Covid-19 em São Paulo, o que freou os negócios em janeiro. “Com a fase vermelha no Estado, as concessionárias ficaram impedidas de funcionar para vendas no último fim de semana do mês”, observou.

AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES TÊM DESEMPENHOS OPOSTOS

Em janeiro houve sensível diferença entre o desempenho de vendas de automóveis e modelos comerciais leves. Enquanto o segmento de passeio registrou 130,8 mil emplacamentos e queda de 15,3% na comparação com o primeiro mês de 2020, os utilitários anotaram crescimento de 7,5%, com 31,8 mil licenciamentos.

 Em boa medida os resultados opostos podem ser explicados pela boa performance de dois modelos comerciais leves, duas picapes, ambas da Fiat: a Strada foi o segundo veículo leve mais vendido do País em janeiro (9,2 mil unidades) e a irmã maior Toro ficou na oitava posição (5,2 mil emplacamentos). Juntas, elas representaram 45% das vendas de utilitários no mês.




Falta de carros, onda de Covid e ICMS de SP freiam vendas em janeiro, diz Fenabrave

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Fonte: Automotive Business

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