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Ata sinaliza novo corte dos juros no Copom

Publicado em 26/09/2019

O Banco Central avaliou ontem que o crescimento da economia brasileira no segundo trimestre do ano, de 0,4% em relação ao primeiro trimestre, foi “acima do esperado”. Além disso, a instituição estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) deve apresentar “ligeiro crescimento” no terceiro trimestre e apenas acelerar nos períodos seguintes.

Essas avaliações foram feitas pelos membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, na ata de seu último encontro, publicada nesta terça-feira 24/09. Na semana passada, o colegiado – formado pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e pelos oito diretores da autarquia – havia reduzido a Selic (a taxa básica de juros) em 0,50 ponto porcentual, de 6,00% para 5,50% ao ano. Este é o menor patamar da história.

Um dos motivos para o corte de juros é justamente a fraqueza da economia, que deixa pouco espaço para o avanço da inflação. Na ata desta terça-feira dia 24/09, o Copom voltou a avaliar que está havendo uma retomada da economia, mas em “ritmo gradual”. Para o BC, após setembro a economia deve apresentar “alguma aceleração, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e do PIS-Pasep”.

Em julho, o governo federal anunciou a liberação de saques de contas ativas e inativas do FGTS, além de recursos do PISPasep. A projeção era de que, até o fim de 2019, sejam injetados R$ 42 bilhões na economia.

No documento de ontem, o BC pontuou que o crescimento subjacente da economia – que exclui os efeitos de estímulos temporários, como a liberação de recursos do FGTS e do PISPasep – será gradual no Brasil.

Por conta disso, e considerando que a inflação está sob controle, o BC voltou a sinalizar a possibilidade de novos cortes da Selic. “A consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”, afirmou o BC em sua linguagem técnica.

No mercado financeiro, a expectativa majoritária é de novo corte da Selic em 0,50 ponto porcentual no encontro do fim de outubro do Copom, para 5% ao ano. Algumas instituições financeiras já projetam juros abaixo desse patamar no fim deste ano.

Essas expectativas de juros ainda menores estão apoiadas nas projeções de inflação do próprio BC. Na ata de ontem, a instituição indicou que sua projeção com base no câmbio e juros esperados pelo mercado financeiro é de uma inflação de apenas 3,3% em 2019. No caso de 2020, o porcentual projetado é de 3,6%. Estes porcentuais estão abaixo das metas de inflação perseguidas pelo BC em 2019 (4,25%) e em 2020 (4,0%).

Cenário externo. Ao avaliar a economia internacional, o BC afirmou na ata que os indicadores de condições financeiras permaneceram em “níveis favoráveis”, ainda que tenha havido alguma volatilidade desde julho. De acordo com o documento, essa volatilidade decorre de movimentos nos mercados internacionais e impactos pontuais da crise na Argentina.

O Copom afirmou ainda que permanecem os riscos de uma desaceleração mais intensa da economia global e citou incertezas sobre políticas econômicas e de natureza geopolítica. O documento não fez menção, entretanto, aos atentados a refinarias de petróleo na Arábia Saudita, ocorridos no fim de semana anterior à reunião do colegiado.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, teve encontros ontem com representantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para tratar de assuntos institucionais.

Ata sinaliza novo corte dos juros no Copom

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Fonte: Fenabrave

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