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Renault lança versão Outsider do Kwid

Publicado em 16/05/2019

A Renault criou para o pequeno Kwid uma nova versão topo de linha, Outsider. O carro tem apelo aventureiro e recebeu detalhes alaranjados no interior e pretos do lado de fora, apliques prateados na base dos para-choques e uma lista de equipamentos bem completa. Tabelado em R$ 43.990, ele recebe o mesmo motor 1.0 de três cilindros das outras versões. Produz 70 cavalos quando abastecido com etanol. A nova opção é um motivo a mais para o Kwid continuar próximo dos líderes de mercado.

“ACREDITAMOS QUE A VERSÃO OUTSIDER AUMENTARÁ AS VENDAS DO MODELO. NO MIX DO KWID ELA TERÁ 15% A 20% DE PARTICIPAÇÃO”, AFIRMA O PRESIDENTE DA RENAULT DO BRASIL, RICARDO GONDO.

O sucesso do carrinho tem ajudado a Renault. Ele responde por 34% das vendas totais da marca no Brasil e aparece como sexto automóvel mais vendido no acumulado de janeiro até 14 de maio, com 26,4 mil unidades emplacadas. 

Quando o Kwid foi lançado, em agosto de 2017, a Renault tinha 7,4% do mercado interno. Doze meses depois essa fatia aumentou mais de um ponto porcentual, para 8,47%. E nesse mesmo intervalo passou de sétima para a sexta marca mais vendida no Brasil.

Hoje a francesa aparece em quarto lugar na lista de automóveis e comerciais leves, com 8,8% de participação. Neste primeiro quadrimestre, enquanto o mercado de veículos leves cresceu 8,7% sobre igual período do ano passado, as vendas da Renault subiram 17,8%. “Nossa meta é continuar crescendo mais que o mercado e com isso ampliar ainda mais nossa participação”, diz Gondo.

AVENTUREIRO “DE BUTIQUE”

Apesar do que o Outsider sugere, a nova opção não recebeu mudanças nas suspensões nem mesmo pneus de uso misto. O máximo que ele traz nesse sentido são os skid plates, aqueles apliques prateados na parte mais baixa e central dos para-choques. Tudo o mais é detalhe “de butique”. Vários itens usam a cor preta, como as molduras dos faróis auxiliares, os retrovisores externos, as calotas, os protetores laterais e as barras no teto.

Por dento a Renault utilizou apliques alaranjados nas portas, volante, na manopla do câmbio e em parte da forração dos bancos. É preciso admitir: o resultado final é bom. A lista de equipamentos de série inclui vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, câmera de ré, ar-condicionado, limpador e lavador do vidro traseiro, direção com assistência elétrica e abertura remota do porta-malas, por um botão no painel.

A central multimídia permite usar Spotify, Waze, Google Maps (Android Auto) e reproduzir áudios de Whatsapp. A tela tem sete polegadas e é sensível ao toque.

DESEMPENHO ACANHADO

Por causa da baixa potência, apenas 70 cavalos com etanol, falta fôlego para o Kwid em situações como uma saída em primeira marcha em rampa e com o ar-condicionado em uso. A contrapartida é o baixo consumo.

Segundo a Renault, na cidade ele faz 14,1 km/l com gasolina e 9,6 km/l com etanol. Na estrada essas marcas sobem, respectivamente, para 14,4 e 10 km/l. O espaço no banco traseiro é acanhado para adultos com mais de 1,75 metro. E se dá para ir em dois, em três, o ideal é que sejam crianças.

O volume para bagagem informado pela Renault é de 290 litros. O estepe fica do lado de dentro do porta-malas, sob o carpete, e ali ainda há pequenos espaços vazios para preencher com objetos menores. 

Na unidade avaliada por Automotive Business, alguma coisa dentro do painel trepidava e emitia um ruído chato a cada saída em primeira marcha.
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