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sábado, 19 de janeiro de 2019
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SMAPN - Titulo

Dicionário Automotivo

CONA - Conteúdo por letra

ABS

É a sigla de Anti-lock Breaking System. Trata-se de um sistema de segurança que evita o bloqueio de uma ou mais rodas durante uma frenagem brusca em piso de pouca aderência, como água, neve, cascalho etc. Também atua quando existem condições de aderência diferentes entre as rodas do veículo. Embora existam várias versões do ABS, seu princípio de funcionamento é sempre o mesmo.
Sensores informam uma central eletrônica sobre a velocidade de cada uma das rodas. Ela as compara entre si, calcula a desaceleração de cada uma e controla uma possível tendência ao travamento. Neste caso, intervém imediatamente e, por meio de um grupo de válvulas, reduz a pressão no circuito do freio conectado à roda em questão. Assim, a central evita qualquer risco de travamento; restabelece a pressão assim que o problema for eliminado. O ciclo " redução-manutenção-restabelecimento da pressão" repete-se várias vezes por segundo, permitindo que todas as rodas sejam mantidas no campo de deslizamento durante frenagens de emergência. Isso garante uma frenagem segura, já que o travamento pode levar à perda de controle do veículo.


ADERÊNCIA

Atrito que se desenvolve entre as rodas motrizes de um veículo e a superfície de rolamento, e assegura o deslocamento do veículo por se opor à patinagem das rodas.


ADMISSÃO

Uma das quatro fases do ciclo de funcionamento de um motor. Ela começa no momento em que a válvula de admissão se abre e o pistão, terminada a fase de descarga, começa a descer do PMS (ponto morto superior) ao PMI (ponto morto inferior), criando uma depressão que puxa o ar puro (motores ciclo otto e diesel) para o interior do cilindro. Para melhorar o preenchimento do cilindro nos motores de alta rotação. Adotam-se atrasos no fechamento da válvula para aproveitar ao máximo a inércia da coluna gasosa que continua entrando no cilindro mesmo depois que o pistão, alcançado o PMI, já começou sua subida.


AERODINÂMICA

O estudo da aerodinâmica da carroceria é fundamental devido à grande influência que ela excerce no consumo, no nível de ruído e no comportamento do veículo em alta velocidade. O carro em movimento deve "rasgar" o ar, enfrentando a menor resistência possível. Para isso é essencial encontrar a "secção mestra", ou seja, o perfil aerodinâmico mais vantajoso. A facilidade com que o carro penetra no ar é indicada pelo produto entre e secção mestra e o Cx, o coeficiente de resistência aerodinâmica. Em termos de desempenho, são importantes, além da forma da carroceria, detalhes como os apêndices - espelhos, porta bagagens - e outros elementos, como calhas e maçanetas. A resistência aerodinâmica não varia de forma linear com velocidade, mas torna-se cada vez maior à medida que a velocidade aumenta. Para evitar que essa resistência dê origem a indesejãveis "alívios de peso" na dianteira ou na traseira do veículo em altas velocidades, muitas vezes adotam-se apêncices aerodinâmicos, como spoilers ou aerofólios. Nos carros de Fórmula 1, para permitir que as rodas traseiras transmitam ao solo toda a potência disponível, explora-se ao máximo as forças aerodinâmicas usando aerofólios cuja conformação é minuciosamente estudada com o auxílio do computador. A inclinação desses apêndices é variável. Pode-se ainda, falar de uma "aerodinâmica interna" - referindo-se à resistência que ar encontra ao passar pelo radiador, o vão do motor, etc. O estudo das tubulações e dos sistemas de aspiração e escapamento nada mais é do que uma otimização da "aerodinâmica interna" do motor. Para projetar a carroceria dos automóveis modernos, faz-se amplo uso do computador; nos estágios mais avançados utiliza-se o túnel de vento - primeiro trabalhando em uma maquete, depois no veículo acabado.


AEROFÓLIO

Apêndice aerodinâmico instalado separadamente do lado externo da carroceria. Ele visa desenvolver uma certa pressão aerodinâmica para baixo na carroceira. Dessa forma pode-se obter um melhor desempenho das rodas, evitando, por exemplo, uma "perda de peso" do veículo em altas velocidades.


AFOGADOR

Dispositivo usado nos carburadores para enriquecer a mistura ar-gasolina na fase da partida a frio. O acionamento ou desligamento do afogador pode ser automático ou manual. Nesse caso, há um botão de comando dentro do carro.


AIR-BAG

Bolsa inflável que protege o motorista e, muitas vezes, o passageiro da frente em caso de acidente. Em um impacto de determinada intensidade, medida por sensores, o air-bag infla em frações de segundo, formando um colchão de ar resistente que se coloca entre os ocupantes dianteiros e o painel, minimizando choques e lesões. Sua atuação é melhor quando se usa o cinto de segurança. O air-bag frontal que protege o motorista está instalado na parte central do volante. Hoje em dia, já existem modelos equipados com air-bags laterais.


ALETAS

Nos motores refrigerados a ar, usam-se aletas para aumentar a superfície dos cilindros, onde são encravadas por fusão. Dessa forma obtém-se uma área maior de refrigeração. O cárter também pode ter aletas, embora menos extensas.


ALTERNADOR

Componente elétrico que transforma energia mecânica em energia elétrica. Normalmente, o alternador é instalado ao lado do motor, sobre suportes, sendo acionado pelo virabrequim por meio da correia trapezoidal. A geração é feita em corrente alternada e depois transformada em corrente contínua pelo retificador, ficando disponível para recarga da bateria e consumidores elétricos.


AMORTECEDOR

Se os sistemas de suspensão só tivessem molas, o comportamento dos veículos na estrada deixaria muito a desejar e o conforto seria péssimo. As molas se comprimiriam e se esticariam, provocando solavancos mesmo depois de superados os obstáculos ou as irregularidades do piso. Os amortecedores existem para diminuir essas vibrações. Eles garantem uma boa "parada" hidráulica, tanto na fase de extensão quanto na de compressão das molas. Apesar de os amortecedores atuais serem fruto de um longo processo de evolução e de um Know-how extremamente avançado, o seu princípio de funcionamento segue sempre o mesmo esquema: um pistão com diversos orifícios calibrados é colocado dentro de um cilindro que contém óleo. O pistão fica preso a um eixo que, por sua vez, esta ligado ao chassi do veículo; o cilindro está fixado ao braço da suspensão. Quando ocorre o movimento vibratório, o pistão corre no interior do cilindro, mas sua velocidade é contido devido à resistência que o óleo oferece ao passar pelos orifícios do pistão. Dessa forma, ocorre um amortecimento que se opõe ao movimento da suspensão e freia as vibrações da mola, resultando em menos solavancos.


ANALÓGICO

O termo é usado para indicar medidas ou valores variáveis contínuos após a ocorrência de um determinado fenômeno físico. Os indicadores analógicos são dotados de um ponteiro ou de uma escala graduada e fornecem informações de tipo contínuo.


ANEL

Entre o pistão e o cilindro sempre deve existir um pequeno jogo diametral, ou folga entrepontas, para permitir o livre movimento do primeiro e a formação de uma camada de óleo que impede o contato metálico direto entre as superfícies de trabalho. Para que o pistão possa se movimentar, é preciso utilizar alguns elementos anulares que impedem a passagem de gás e de óleo pela folga em questão: são os anéis instalados em cavidades especiais na parte mais alta do pistão, sobre o pino. Trata-se de bandas de ferro com secções que, de acordo com o caso, podem ser retangulares (a geometria mais comum), trapezoidais, em "L" etc. Esses anéis possuem um entalhe que permite sua inserção na cavidade e também lhes dá uma certa elasticidade, indispensável para que a superfície de trabalho se conserve sempre aderida à parede do cilindro. Geralmente há um anel de compressão instalado na cavidade superior do pistão. Ele tem a função de assegurar resistência no confronto com os gases e sua superfície de trabalho tem um reforço de cromo duro, molibdênio etc. Na cavidade mais baixa do pistão fica o anel raspador de óleo, que leva o lubrificante da parede do cilindro assim que o pistão desce do PMS para o PMI, impedindo que o óleo termine na câmara de combustão.


ANEL DE SEGMENTO RASPADOR DE ÓLEO

Anel posicionado em baixo do anel de compressão, normalmente um, cuja função é levar o óleo das paredes da camisa do cilindro e fazê-lo voltar por meio de uma série de aberturas ou furos no fundo e logo em cima da ranhura na qual se aloja.Mantém as paredes do cilindro lubrificadas.


API

É a sigla de American Petroleum Institute. Em geral, aparece nas latas de óleo de motor e é seguida por duas letras que indicam o nível qualitativo do lubrificante. Nos óleos para motores a gasolina (ciclo Otto), o melhor nível de qualidade alcançado hoje é indicado pelas letras SJ; para os óleos destinados aos motores a diesel o código é CF. No caso dos lubrificantes de câmbio e das engrenagens cônicas, a sigla GL5 indica a melhor qualidade. São óleos que podem suportar as solicitações mais rigorosas.


AQUAPLANAGEM

É a "flutuação", ou derrapagem, do pneu sobre uma camada de água, como poças d`água ou pistas muito molhadas. Na aquaplanagem, o pneu perde contato direto com a pista. As rodas motrizes deixam de transmitir força ao solo, ou seja, perdem aderência, enquanto as esterçantes perdem a direção, fazendo com que o veículo saia de sua trajetória prevista. O aquaplaning ocorre principalmente quando a banda de rodagem dos pneus está muito gasta e não consegue mais drenar, ou seja, expelir lateralmente a água por meio de seus sulcos.


AR-CONDICIONADO

Muitos automóveis saem da fábrica com um sistema de condicionamento de ar. Para isso, é necessário um circuito no qual um gás refrigerante é enviado, sob pressão, por um compressor alternativo, acionado pelo motor. Esse gás sofre uma elevação de temperatura, depois atravessa um radiador no qual se condensa e, ao ser submetido a resfriamento, passa para o estado líquido. Em seguida, passa por uma válvula de expansão e entra no evaporador colocado na cabine ou em contato com ela, onde volta novamente ao estado gasoso. Esse processo acontece com a retirada de calor; portanto, o ar que atravessa o evaporador sofre um acentuado resfriamento. O ciclo recomeça quando o gás passa novamente pelo compressor.


ATRITO

É a força que se opõe ao movimento de um corpo, transformando parte da energia mecânica em calor ou energia térmica. O atrito depende muito mais da rugosidade e do material das superfícies de contato do que da pressão que uma delas exerce sobre a outra. Graças a ele, os pneus transmitem ao solo a força de tração e a força dos freios, e dispositivos como embreagem e freios funcionam. Dentro do motor e dos componentes de transmissão, o atrito deve ser reduzido ao mínimo para evitar uma excessiva absorção de potência, desgastes e danos às peças. Por isso, todas as partes móveis precisam ser bem lubrificadas. No motor, uma bomba envia óleo pressurizado a partes como mancais de apoio, fazendo com que os eixos fiquem separados dos mancais de apoio por meio de uma camada de óleo relativamente espessa, sem que exista contato direto entre as superfícies mecânicas (atrito hidrodinâmico). Outros componentes do carro recebem óleo por agitação ou ainda por nebulização.


AUTOBLOCANTE

Defini-se assim o diferencial concebido para eviatar que, no caso da perda de aderência de uma das rodas motrizes, esta gire em falso enquanto a outra transmite ao solo uma força motriz quase nula. Esse tipo de diferencial é muito usado em carros de competição e nos modelos de alta performance. Atualmente, os verdadeiros diferenciais autoblocantes muitas vezes são submetidos por diferenciais com deslizamento limitado.


AUTO-IGNIÇÃO

Em algumas circunstâncias, a combustão pode começar antes que a faísca pule entre os eletrodos da vela. Ela pode ser acionada por um "ponto quente" como uma partícula carbônica incandescente. Além disso, uma vela de grau térmico incorreto pode provocar uma auto-ignição por trabalhar em temperaturas elevadas demais. Nesse caso, a combustão se comporta como se o avanço fosse excessivo, podendo causar a detonação. Nos automóveis com alta quilometragem e grande acúmulo de incrustações carbônicas nas câmaras de combustão, a auto-ignição pode impedir a parada imediata do motor mesmo quando o contato é desligado; ou seja, o motor continua funcionando por vários segundos mesmo com o contato desligado. Nos motores a diesel, a combustão é sempre provocada por uma auto-ignição.


AUTONIVELADORA

Alguns veículos possuem suspensões que compensam variações de altura em função de alterações de peso ou de sua distribuição. São as chamadas "suspensões inteligentes". Nas versões mais avançadas são comandadas por uma central eletrônica na traseira do veículo, que intervém da maneira mais adequada sobre os atuadores do sistema. Um caso típico ocorre quando o porta-malas está cheio e o peso, concentrado na parte posterior, tende a levantar a frente do veículo. A ação da suspensão autoniveladora evita isso, mantendo o veículo em uma posição normal, neutra.


AVANÇO A VÁCUO

Dispositivo que aumenta o avanço da ignição (nos motores a diesel, o avanço da injeção) de acordo com a velocidade de rotação do motor, segundo parâmetros estabelecidos pelo fabricante. Nas modernas ignições eletrônicas e nos sistemas de injeção computadorizados não é mais utilizado, nestes sistemas o avanço é eletrônico.


AVANÇO DE IGNIÇÃO

É a distância - expressa em graus de rotação do virabrequim ou em milímetros do movimento do pistão - entre o ponto no qual vibra a faísca entre os eletrodos da vela no ponto morto superior e o fim do movimento do pistão na compressão. O avanço deve aumentar de acordo com a rotação do motor, a fim de gastar o menor tempo possível na combustão. Para conseguir uma adaptação adequada nos sistemas tradicionais de ignição utilizavam-se centrífugas auxiliadas por cápsulas pneumáticas que possibilitavam aumentar o avanço da abertura parcial da válvula de gás, quando nos cilindros entrava uma mistura ar-gasolina menos densa, na qual a combustão se propagava mais lentamente. Nas modernas ignições eletrônicas é comum recorrer-se a ângulos de avanços variáveis, tanto em função do regime de rotação quanto da potência do motor. Eles são controlados por microprocessadores nos quais está memorizado um mapa tridimensional que indica o melhor ângulo de ignição para qualquer condição de funcionamento.

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