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sexta-feira, 26 de abril de 2019
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Fiat quer Argo como o 5º carro mais vendido(25/04/2019 08:45)


A Fiat impôs para si mesma um objetivo: quer seu modelo Argo como o quinto automóvel mais vendido de 2019. E ele está no caminho: no acumulado do ano até 23 de abril ocupava a sétima colocação, com 19,7 mil unidades. O sexto lugar pertence ao Renault Kwid e o quinto, ao Volkswagen Gol.

“Acreditamos em cerca de 70 mil unidades até o fim do ano”, afirma o diretor da marca Fiat, Herlander Zola. A aposta no sucesso do hatch tem como motivo a chegada da versão Trekking, com preço inicial de R$ 58.990.

“Acreditamos que o Trekking responderá por 10% a 15% das vendas do modelo”, diz Zola.

O valor de entrada do Argo Trekking é mais baixo que o de concorrentes como Chevrolet Onix Active 1.4 (R$ 60.790), Ford Ka Freestyle 1.5 (R$ 64.090), Hyundai HB20X 1.6 (R$ 62.290) e Renault Sandero Stepway (R$ 63.990).

Segundo a Fiat, o público do carro é 65% masculino e tem em média 43 anos de idade. Sessenta e quatro por cento dos compradores são casados e têm renda média mensal de R$ 6 mil.

“É um carro bem avaliado por nossos consumidores: 73% atribuem nota 9 ou 10 para ele por motivos como design, conforto, acabamento interno e pela central multimídia”, afirma Zola. As vendas do carro no acumulado do ano cresceram cerca de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o mercado de automóveis subiu 10%.

O preço da ascensão do carro foi o encolhimento nas vendas do Fiat Uno, que teve apenas 4,7 mil unidades emplacadas neste primeiro trimestre por estar espremido entre o pequeno Fiat Mobi e o Argo: “Foi um movimento planejado. Sabíamos que ele perderia espaço, por isso agora suas vendas estão concentradas na versão Attractive, voltada a vendas diretas. É um carro bastante utilizado em terceirização de frotas por causa do baixo custo de manutenção”, diz Herlander Zola.

O Argo Trekking recebe faixas decorativas nas laterais, na traseira e um aplique no centro do capô. Tem molduras de plástico nas caixas de roda e tanto o defletor aerodinâmico (sobre o vidro traseiro) como os retrovisores são pretos, assim como a pintura do teto. As suspensões receberam molas e amortecedores diferentes e a direção elétrica passou por um novo ajuste fino.

Os pneus são Pirelli Scorpion, com medidas 205/60 15. Como resultado das mudanças o Trekking tem 21 centímetros de altura livre do solo, 4 cm a mais que nas outras sete versões (que podem ter motores 1.0, 1.3, 1.8 e transmissão manual, automatizada ou automática).

As rodas de série do Trekking são de aço com calotas. Quem quiser as de liga leve terá de pagar mais R$ 1.590. O motor da nova versão é o 1.3 Firefly de quatro cilindros e até 109 cavalos quando abastecido com etanol. O câmbio é manual de cinco marchas.

“Estudamos a opção automática, mas ainda não há uma data definida. Optamos por lançar primeiro o carro manual pelo maior volume de vendas”, diz o diretor da Fiat.

Além dos detalhes externos o Argo Trekking recebe interior diferenciado pela costura dos bancos, tecido das portas, moldura do painel e saídas do ar-condicionado, que são cromadas. Por fora e por dentro a Fiat trocou a cor de fundo do logotipo. Sai o vermelho e entra o preto. Entre os itens esperados para um carro de quase R$ 60 mil ele traz ar-condicionado, computador de bordo, vidros, travas e retrovisores elétricos, volante ajustável em altura com controles de áudio e telefonia, banco do motorista e volante com ajuste de altura, central multimídia com tela de sete polegadas, limpador e lavador do vidro traseiro e alarme. Além das rodas de liga leve há apenas mais um opcional, a câmera de ré, que custa R$ 700.

CUMPRE O QUE PROMETE

O Argo Trekking faz bem o que deve fazer: andar em pisos irregulares e na terra com algum conforto. A combinação entre o curso das suspensões, a resposta dos amortecedores e a aderência dos pneus passa segurança ao motorista. E os pneus, embora de uso misto, não são barulhentos a 100 km/h.

O motor 1.3 Firefly entrega pouco torque (14,2 kgf.m) e por isso não se pode ter preguiça de usar mais vezes a alavanca de câmbio nem medo de esticar as marchas em subidas, retomadas de velocidade e ultrapassagens. E não há problema nisso porque ele tem funcionamento suave, mesmo acima de 4 mil rpm.

O câmbio manual tem curso um pouco longo, mas os engates são fáceis. A posição de dirigir seria melhor se o banco segurasse mais o corpo. Como conjunto, o Argo Trekking vale a pena. E quem curte acessórios poderá contar com uma lista de mais de 50 itens Mopar dentro da própria rede Fiat, de engates a suportes para bicicletas.

 

Fonte: Automotive Business